Aplicativo identifica sentimentos compartilhados no Twitter

Aplicativo identifica sentimentos compartilhados no Twitter

Raiva, tristeza, alegria, nojo ou medo. Você sabe qual é o sentimento predominante entre os clientes que estão falando sobre a sua marca no Twitter? Pesquisa realizada por alunos do UniBH em parceria com a OneForce revelou as reações mais frequentes entre os usuários do microblog que, durante um período, falaram sobre os partidos políticos brasileiros.

“Criamos o aplicativo Olho na Urna, por meio do qual foi possível gerar o ranking de partidos mais citados e o respectivo número de tweets referentes a eles, além de uma tela de sentimentos e um gráfico de radar indicando o percentual das reações mais recorrentes”, detalha o líder de P&D da OneForce, Tiago Moura.

Telas do aplicativo mostram temas mais comentados e os sentimentos compartilhados pelos usuários do microblog

O levantamento, que teve como base os partidos políticos, poderia ser utilizado para avaliar marcas, serviços e produtos de empresas e setores diversos. “Poderiam ser feitos diagnósticos para saber os sentimentos envolvendo uma promoção, o lançamento de um produto, a oferta de um serviço e até filtrar quais seriam os temas que mais geram tweets de raiva, decepção ou frustração em relação a uma determinada empresa, por exemplo. A partir daí, poderiam ser criadas ações certeiras para reverter resultados negativos”, explica Tiago.

 

A PESQUISA

Durante dois meses, os alunos de graduação do UniBH Vitor Moura Silva, Guilherme Alberto de Moraes, Jackson Smith Moisés Matias e Fábio Lacerda Henriques utilizaram a plataforma de desenvolvimento da IBM, o IBM Bluemix, para captar os tweets em tempo real, processar as informações e criar uma estrutura de dados interpretada pelo aplicativo e usada para gerar os relatórios finais.

“Também utilizamos a ferramenta cognitiva IBM Watson para desenvolver uma aplicação inteligente capaz de aprender com as interações e estímulos das pessoas e evoluir”, acrescenta Jackson.

 

COMPUTAÇÃO COGNITIVA

Para Vitor, a grande vantagem de desenvolver o aplicativo no IBM Bluemix foi a possibilidade de ter à disposição, em apenas um lugar, recursos poderosos. “Entregamos o aplicativo em um tempo curto mesmo envolvendo questões complexas como computação cognitiva. Está tudo disponível e acessível e precisamos pensar apenas no essencial”, explica.

Os estudos começaram com a análise de sentimento de mais de 400 matérias de jornais nacionais e internacionais. “Comparamos os resultados gerados pelo IBM Watson com as avaliações feitas pelas próprias pessoas e alcançamos um consenso de 78%, o que demonstra a forte confiabilidade da ferramenta para avaliação dos sentimentos. Com os resultados positivos, avançamos para análise dos partidos políticos”, lembra Fábio.

Para o orientador do projeto e professor do curso de Ciência da Computação do UniBH, Moisés Henrique Ramos Pereira, ferramentas como essa podem dar aos negócios um forte diferencial competitivo. “Grandes instituições e empresas estão apostando em computação cognitiva, por isso a importância dessa pesquisa que, além disso, coloca nossos alunos em contato com as tecnologias de ponta do mercado como o IBM Watson.”

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