Desenvolvedor de aplicativo tem mercado de trabalho promissor

Desenvolvedor de aplicativo tem mercado de trabalho promissor

Em uma economia que deve retrair pelo menos 3% este ano, qual setor seria capaz de reverter esse cenário de queda com louvor? Acertou quem pensou no mercado de aplicativos mobile.

Segundo relatório da App Annie, empresa de análises e estatísticas sobre o mercado de apps, as receitas com aplicativos no Brasil devem crescer incríveis 40% até o final deste ano, ignorando o cenário doméstico da economia.

Em todo o mundo, a receita bruta deste mercado deve fechar 2016 em US$ 51 bilhões, valor que praticamente dobrará em quatro anos, chegando a US$ 101 bilhões em 2020. O número de downloads acompanha essa tendência, devendo encostar na casa dos 300 bilhões no mesmo período – hoje está em 147 milhões.

Considerando esse crescimento extraordinário, não é difícil imaginar como o mercado de trabalho para desenvolvedor de aplicativos será impactado. Segundo o relatório “Futuro dos Trabalhos”, divulgado pelo Fórum Econômico Mundial, as oportunidades ligadas a computação e exatas crescerão de forma acelerada principalmente nas áreas de análise de dados e desenvolvimento de softwares e aplicações para indústrias de segmentos diversos como financeiro, informação e entretenimento.

“Há muitas empresas que ainda estão com olhar voltado para web e, pouco a pouco, vão descobrindo os benefícios de possuir seu próprio aplicativo móvel. Esse ainda é um mercado incipiente, principalmente no Brasil, e, por isso, existe muito espaço para crescer”, reconhece o Consultor de Engenharia de Software e Líder da iniciativa de P&D da OneForce, Tiago Moura.

O QUE É PRECISO PARA SE TORNAR DESENVOLVEDOR DE APLICATIVOS?

A boa notícia é que a formação para desenvolvedores não está necessariamente ligada à graduação, o que pode antecipar e até acelerar o início da carreira. “Existem vários casos de jovens que criam aplicativos ainda na escola e até ganham dinheiro com isso. Em geral, qualquer pessoa que se dedique ao aprendizado das ferramentas pode ser capaz de desenvolver sua própria aplicação”, explica Tiago.

Atualmente, várias plataformas de ensino oferecem cursos gratuitos para quem pretende iniciar nessa área e outras tantas disponibilizam ferramentas para tirar as ideias do papel. Entre elas, está o IBM Bluemix, plataforma como serviço (PaaS) criada sobre ferramentas open source da IBM que permite criar, implementar, executar e gerenciar aplicações web, mobile, big data, dispositivos inteligentes e muito mais.

“É importante buscar uma base de conhecimento que seja aplicada à prática. Estudar, praticar e manter-se sempre atualizado é essencial para a formação de um bom profissional. Tem ainda o fator criatividade. Quem quer trabalhar com aplicativos, precisa ser um pouco artista e desenvolver essa expertise”, aconselha Tiago.

Ter uma visão global da aplicação também é importante. “Há quem se especialize em backend ou frontend, o que é normal. Mas é interessante ter a visão do todo, inclusive de experiência do usuário (UX)”, lembra o consultor.

Para conquistarem um lugar ao sol, os desenvolvedores precisam buscar soluções inovadoras para problemas comuns do dia a dia das pessoas, abrindo mercados completamente novos. Exemplos clássicos de sucesso são o Uber e, por que não, o aplicativo de relacionamento Tinder.

Aluno de ciência da computação do UniBH, Fábio Lacerda Henriques já se aventura no desenvolvimento de aplicativos antes mesmo de entrar na faculdade. “Sempre tive vontade de fazer um aplicativo, principalmente depois que ganhei meu primeiro celular Android, em 2013. Estudei por conta própria, busquei cursos online e comprei pacotes de aulas”, conta.

Convencido de que esse mercado só tende a crescer, Fábio quer continuar se atualizando, principalmente por conta do surgimento contínuo de novas funcionalidades. “Análise de sentimentos e computação cognitiva no geral são algumas tecnologias que já usamos e que serão cada vez mais demandadas. Não dá para ficar parado”, afirma.

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