Design Thinking: uma nova forma de criar soluções inovadoras

Design Thinking: uma nova forma de criar soluções inovadoras

Como novas ideias nascem na sua empresa? E como se transformam em produtos ou serviços? Esses são os principais questionamentos levantados pelo Design Thinking, uma metodologia de estímulo ao surgimento e desenvolvimento de soluções inovadoras destinadas a resolver os mais diversos tipos de problemas organizacionais – independentemente do tamanho ou segmento do negócio.

Ao inverter papéis e definir novas etapas dentro do processo de criação, a proposta coloca em cheque o que a maioria das empresas acreditava ser o melhor caminho para criar novos produtos.

Para começar, no design thinking o cliente assume um papel central para a tomada de decisões. Ao invés de ser consultado apenas nas fases finais da produção, ele se tornou agente ativo ao longo do ciclo de vida do produto.

“É uma abordagem centrada nas necessidades reais apresentadas pelas pessoas e não mais no que as empresas acreditam que os clientes queiram consumir”, afirma o CEO do CAMSS Group, Hugo Azevedo.

Baseada em três pilares, a metodologia utiliza as ferramentas e conceitos do design para integrar as necessidades humanas com as possibilidades tecnológicas e com os requisitos para o sucesso dos negócios.

“Dentro desses três pilares, as pessoas representam o desejo, aquilo que se quer ter. Os negócios, a viabilidade econômica da ideia e a tecnologia, as ferramentas que irão tirar o conceito do papel e transformá-lo em realidade, ou seja, a viabilidade  técnica”, explica Hugo.

COMO O DESIGN THINKING FUNCIONA NA PRÁTICA

O primeiro passo para trabalhar a metodologia é criar grupos multidisciplinares que tenham olhares e expertises distintas e que possam trazer contribuições diversas. Nada de limitar a participação à direção da empresa ou a um grupo restrito. De onde menos se espera, podem surgir as melhores propostas.

Imersão

Na primeira fase, de imersão, o cliente é colocado como ponto focal das atividades. “Define-se em conjunto quem é o consumidor da empresa, a persona em torno da qual as discussões vão girar. É preciso levantar aspectos como: o que essa persona pensa e sente, ouve, fala, sua cultura, características, suas frustrações, pontos de dor e desejos”, detalha Hugo.

O cliente pode, inclusive, fazer parte desse levantamento, fornecendo informações ainda mais fidedignas. Outras técnicas também podem ser utilizadas para desenhar, da melhor forma possível, o consumidor que ser que atingir.

Feito isso, é hora de definir o problema central para o qual se buscará uma solução. Aqui entra em cena uma palavrinha fundamental: empatia. “Por mais difícil que seja, é preciso se colocar no lugar do outro. Se solidarizar com as suas dores e tentar compartilhar com ele os mesmos sentimentos”, orienta Hugo.

Ideação

Com o problema em vista, começa a etapa de ideação ou criação. Por meio de um brainstorming, todas as ideias são colocadas na mesa – sem julgamentos – e, de forma colaborativa e interativa, começam a surgir possíveis soluções. “Para definir aquelas que seguirão para a fase de prototipação, não se pode esquecer de considerar a viabilidade econômica e técnica”, lembra o CEO do grupo.

Prototipação

Nada mais é do que tirar a ideia do papel e tangibilizá-la. Aqui aplica-se uma premissa muito própria do design thinking: “falhe cedo e muitas vezes”. O que isso quer dizer? “Que é preciso aproveitar esse poder de construção rápida dos protótipos para entregar provas de conceito que encoragem os clientes a darem feedbacks. Essa é a hora de testar, falhar, aparar arestas e testar novamente para que, ao chegar no mercado, o produto final esteja o mais próximo possível do que era esperado pelo consumidor”, lembra Hugo.

A ideia central do Design Thinking é pensar sob a ótica do cliente final, reduzindo ao máximo as chances de um produto ser rejeitado pelo mercado, o que acaba culminando em prejuízos incalculáveis para as organizações. Segundo levantamento da Dunnhumby, multinacional inglesa especializada em ciência do consumidor, a taxa de fracasso de novos produtos pode chegar a 80%.

Se você quiser saber como o Design Thinking pode ser aplicado na sua empresa, entre em contato conosco.

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