Você sabe de onde sua concorrência vem?

Você sabe de onde sua concorrência vem?

Se ao tentar responder a essa pergunta você pensou imediatamente nos concorrentes que já conhece e que dividem com você o mercado, é melhor pensar de novo.

Tome como base os taxistas que, até 2011, eram as opções mais óbvias para o transporte público e, com o lançamento do Uber, viram o seu domínio acabar. Ou os hotéis que, até 2009, reinavam absolutos entre as alternativas de hospedagem e, de repente, tiveram que dividir espaço com os milhares de usuários do Airbnb que passaram a abrir suas casas para os viajantes.

Assim como esses exemplos, existem diversos outros como Netflix, eBay, Spotify e Alibaba. O que eles têm em comum? Empresas disruptivas, a maioria delas nascidas como startups, ingressaram no mercado com uma proposta inovadora de negócio, baseada em uma experiência digital única, colaborativa e que resolva problemas claros dos usuários como a dificuldade de conseguir um táxi no horário de pico ou de reservar um quarto durante um período de forte demanda.

A verdade é que, com o amadurecimento de novas tecnologias como computação cognitiva e em nuvem, internet das coisas e soluções mobile, a tendência é que fenômenos como o Uber e o Aibnb surjam com cada vez mais frequência e atinjam mercados e segmentos distintos.

“Isso porque são essas plataformas que vão proporcionar as experiências de compra que o cliente busca. Migrar para o digital passou a ser imperativo para se posicionar nesta nova economia”, reconhece o CEO do CAMSS Group, Hugo Azevedo.

VAI FICAR PARADO ESPERANDO?

Como empresário você pode até achar que é improvável que uma empresa do outro lado do mundo afete os seus negócios aqui no Brasil. Afinal, hoje sua organização está entre as referências no seu segmento e essa reputação demorou anos para ser construída, certo?

Pois bem. Esse pode ter sido o mesmo pensamento da Accor — quinto maior grupo de hotéis do mundo presente em 92 países e com mais de 3,7 mil opções de hospedagens — antes da avalanche provocada pelo Airbnb. Agora, a rede luta para fazer frente ao concorrente digital. Somente este ano, já anunciou aquisições milionárias, sendo a compra de 80% do serviço de concierge John Paul por US$ 150 milhões a mais recente.

“Hoje a competição é invisível até que seja tarde demais. As empresas precisam se dar conta que novos players podem surgir de qualquer lugar do mundo e revolucionar o mercado em que se posicionam”, afirma Hugo.

Muitos CxOs estão atentos à ameaça iminente. No Estudo Global de Executivos IBM (C-suite), divulgado no final de 2015, 54% dos 5.247 participantes afirmaram que esperam que os competidores venham, inclusive, de outras indústrias e 81% acreditam que haverá mais interações virtuais e digitais com os clientes do que as realizadas face a face.

 

Fonte: Estudo Global de Executivos IBM (C-suite – Redefining Boundaries)

 

O estudo cita um exemplo de concorrência que pode surgir de outra indústria graças às plataformas digitais disponíveis. É o caso da Monsanto, referência mundial na indústria agroquímica, que começa a oferecer aos agricultores ferramentas em tempo real para processamento de dados no campo que ajudem a ampliar a produção. “Ou seja: o ambiente digital permite que as empresas atuem em segmentos diversos, rompendo as barreiras que existiam até então”, observa Hugo.

Ignorar os rumos que o mercado vem tomando ao longo dos últimos anos e que certamente será intensificado daqui para frente já não é mais uma opção para as empresas que querem se manter rentáveis e referências em seus nichos de atuação.

“É preciso pensar em uma estratégia de transformação digital que considere plataformas tecnológicas e, acima de tudo, um novo relacionamento com o cliente baseado em experiências encantadoras e únicas, proximidade e exclusividade”, aconselha Hugo.

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