API: a ponte entre sua empresa e o mundo digital

API: a ponte entre sua empresa e o mundo digital

Se você está cogitando levar o seu negócio para a economia digital, certamente já cruzou com o termo API ao longo de suas pesquisas sobre o mercado. E é bem provável que as informações sejam quase sempre as mesmas: “API é a facilitadora da transformação digital”; “API tem que estar no centro da sua estratégia de inovação”; “APIs são as armas para oferecer novas experiências aos consumidores”. 

Enfim: não faltam argumentos que coloquem a chamada “Economia de APIs” no centro das atenções dentro de um contexto de digitalização dos negócios. “É inegável que as APIs revolucionam o modelo de negócio de empresas que querem ser digitais. Exemplos claros vêm de gigantes como Google, Netflix e tantas outras que estão explorando essa nova economia de forma extensiva”, afirma o Consultor de Engenharia de Software e Líder da iniciativa de P&D da OneForce, Tiago Moura.

Mas antes de descobrir o porquê de todo esse alvoroço em torno da Application Programming Interface (Interface de Programação de Aplicativos), vamos explicar primeiro o que esse termo significa. 

O QUE SÃO APIs?

Começando do começo, APIs são partes do código de um software que estabelecem todas as especificações necessárias para que ele se conecte com outras aplicações ou sistemas. Para ficar mais fácil de entender, vamos usar o jogo de encaixe LEGO como exemplo. Cada pecinha do LEGO pode ser vista como uma API que, unida a outras, forma um app. “Assim como as peças do LEGO, as APIs possuem especificações muito claras de como podem ser combinadas umas com as outras”, esclarece Tiago.

É por isso que as APIs estão fazendo, cada vez mais, parte do vocabulário dos desenvolvedores de aplicação. Afinal, em um contexto cada vez mais conectado, do que adianta criar uma aplicação se ela não tem interface com nenhuma outra? Seria como criar um plug que não encaixe em nenhum padrão mundial de tomada. Resultado: o aparelho se tornaria um “estranho no ninho” ou então seriam necessárias várias “gambiarras” para ligá-lo, sem a garantia de sucesso.

“Um sistema precisa se comunicar com outros. Trocar dados, executar funcionalidades, enfim, não se encerra em si próprio. E essa comunicação só é possível porque, entre um sistema e outro, existe uma API garantindo que ambos estejam falando a mesma língua e entendendo exatamente o que o outro quer”, explica Tiago. 

E QUAL É A RELAÇÃO ENTRE API E TRANSFORMAÇÃO DIGITAL?

Que as APIs são importantes, já deu para entender. Mas porque elas ganharam fama como viabilizadoras da transformação digital? Basicamente por que, acessadas remotamente pela internet, elas vão ligar a sua empresa com o restante do mundo. “As APIs tornam mais fácil conectar negócios com pessoas, lugares, sistemas, compartilhar dados, criar novas experiências para os usuários, desenvolver novos produtos e até abrir novos mercados”, antecipa Tiago.

Mas como? Vamos partir de um exemplo simples: Google Maps. Você tem uma empresa e quer colocar, no seu site, a localização da loja física. O que você faz? Insere no código fonte do seu site um código Javascript que se conecta diretamente com a API do Google Maps. Funciona assim: esse código vai solicitar à API do Google acesso ao serviço de localização fornecido pela empresa. A API vai entender o comando e fará a concessão.  

Mas não é só para esse fim que a API do Google Maps funciona. O Uber, por exemplo, decidiu utilizá-la no seu modelo de negócio para traçar as rotas dos passageiros e mostrar a localização do motorista. E certamente outra centena de personalizações já foram criadas para utilizar o serviço de acordo com as especificidades de cada empresa. 

Que outra forma você teria para se conectar ao Google Maps se não fosse pela API pública – mas não gratuita – disponibilizada pela empresa? E mais, uma API que pode ser utilizada por qualquer programador para criar novas funcionalidades sem que seja necessário partir do zero?

O que queremos mostrar aqui é que:

Assim como o Google, qualquer empresa pode liberar uma API que funcionará como uma porta de acesso do mundo com o seu produto ou serviço. Pública, essa API pode ser acessada remotamente, permitindo que programadores criem modelos de negócios distintos que se conectarão a ela para gerar um novo valor e uma nova experiência no ambiente digital. 

Imagine a API como uma tomada. Qualquer aparelho que se adaptar a ela, funcionará. A indústria então tem liberdade para criar o que quiser, desde que aquela ligação seja respeitada.

A montadora Ford, por exemplo, liberou uma API para seus carros conectados. Qualquer aplicação de smartphone pode integrar aos veículos da empresa por meio dessa API, oferecendo os mais diversos serviços aos usuários. 

Outra novidade é o lançamento de uma API do banco Original. Por meio dela, vários aplicativos podem conectar-se com os serviços oferecidos pela instituição. Ou seja, empresas parceiras podem criar facilidades para seus clientes que permitam acesso às informações bancárias no Original. Resultado: agora é possível verificar o saldo e extrato da conta por meio do Messenger do Facebook. O banco cogita que até fabricantes de carros disponibilizem transferências bancárias por meio do painel do veículo.

“É uma via de mão dupla. Tanto a empresa pode liberar uma API do seu negócio que tenha valor para o mercado e que será utilizada para gerar novas oportunidades e experiências para os usuários, como ela mesma pode criar funcionalidades que se conectem à API de outra organização”, detalha Tiago.

Com cada vez mais dispositivos conectados e inteligentes gerando dados, esse é um ciclo virtuoso que só tende a crescer, juntamente com as possibilidades de explorá-lo. Vamos mostrar em posts futuros mais exemplos sobre como as APIs estão revolucionando o mundo digital. Cadastre-se para receber as atualizações do blog.

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