Produto Mínimo Viável – o que é e por que é importante para o seu negócio?

Produto Mínimo Viável – o que é e por que é importante para o seu negócio?

Você já deve ter ouvido a máxima: “O ótimo é inimigo do bom” ou “Feito é melhor que perfeito”. Essas definitivamente não são frases que surgiram para serem usadas como desculpa para a realização de trabalhos medíocres. Longe disso. A primeira, inclusive, foi dita pelo escritor e filósofo francês Voltaire, uma referência histórica do Iluminismo.

A intenção aqui é justamente evitar que a busca pela perfeição impeça que grandes ideias saiam do papel; corram o risco de morrerem antes mesmo de serem lançadas ou ainda que se gaste muito tempo e esforços idealizando e aperfeiçoando um produto que, ao chegar ao mercado, descobre-se não ser exatamente o que as pessoas precisavam.

Quando Steve Jobs anunciou o primeiro iPhone, certamente não acreditava que havia atingido o estado da arte – prova disso são as diversas versões que vieram posteriormente – mas nem por isso deixou de colocar no mercado o smartphone que mudaria os rumos das telecomunicações. As modificações que vieram depois foram motivadas pelas reações dos próprios usuários, principais fontes para o desenvolvimento de produtos que atendam necessidades e desejos reais dos consumidores.

E QUAL A RELAÇÃO COM O MVP?

O Produto Mínimo Viável ou Minimum Viable Product é uma das ferramentas que devem ser consideradas por empresas que estejam em busca de inovação e queiram colocar seus produtos no mercado com agilidade.

E mais, que queiram descobrir com antecedência se o que estão criando realmente tem valor para o cliente e potencial para gerar receita. Ou ainda: quais as mudanças e adaptações necessárias para aproximar o resultado final de um modelo de negócio próspero e bem sucedido?

Quando explicamos neste post o que era Design Thinking, falamos brevemente sobre a importância da prototipação para dar vida às ideias, justamente o objetivo do MVP. O próprio nome já dá um bom indício do que a sigla quer dizer. Apesar das definições diversas, resolvemos apresentar o nosso conceito:

“O produto é mínimo porque se refere às funcionalidades e características primordiais e básicas que serão desenvolvidas para que ele resolva o problema que motivou sua concepção. Sem elas, não há produto. Mesmo sendo o mais simples possível – com o menor dispêndio de dinheiro e tempo –, deve ser suficiente para entregar valor para o consumidor e, consequentemente, gerar receita sendo, portanto, viável financeiramente”, detalha o Consultor de Engenharia de Software e Líder da iniciativa de P&D da OneForce, Tiago Moura.

COMO FUNCIONA NA PRÁTICA?

As estratégias para se criar um MVP são inúmeras. O Dropbox, por exemplo, começou com um vídeo de 3 minutos explicando do que se tratava a ferramenta. Este foi o MVP que lançou a empresa que atualmente vale US$ 10 bilhões. Pode ser ainda uma versão enxuta (e não mal feita ou tosca) de um aplicativo, como fez o Facebook. A rede social mais popular do mundo começou pequena, dentro de universidades norte-americanas.

O que importa é que ele tenha o mínimo de recursos necessários para ser entregue ao consumidor e iniciar, o quanto antes, o ciclo de geração de feedbacks contínuos. “Apresentado a um grupo de clientes, esse MVP vai ser testado e irá gerar reações do mercado que serão consideradas no processo de aperfeiçoamento até que se atinja um resultado que permita lançar e escalar o que será o produto final”, explica Tiago.

QUAIS AS VANTAGENS DE UM PRODUTO MÍNIMO VIÁVEL?

Basicamente economizar tempo, dinheiro e esforços ao evitar-se a construção de algo que não terá aceitação de mercado e está fadado ao fracasso – mas ninguém sabe disso ainda.

“Quando se cria o MVP e ele já é submetido à avaliação dos futuros clientes, o feedback pode confirmar o conceito inicial do produto ou simplesmente jogar tudo por terra. Se o último cenário acontecer, o empreendedor poderá começar do zero sem enfrentar grandes perdas, sejam elas financeiras ou de tempo”, afirma Tiago.

E mais: o MPV pode trazer, antecipadamente, insights sobe mudanças de comportamento do mercado, sinalização de novos nichos de atuação, falhas que precisam ser corrigidas e várias outras informações fundamentais para viabilizar um projeto inovador. “Tudo isso dentro de um conceito ágil de trabalho que está amparado pelos tripés de aprender, medir e construir.”

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