Microsserviços e a importância para sua estratégia digital

Microsserviços e a importância para sua estratégia digital

Desenvolver aplicações que atendam às demandas do mercado no prazo adequado e com a qualidade exigida é uma tarefa cada vez mais árdua. Principalmente se considerarmos a velocidade das mudanças impostas pela economia digital.

Não é por acaso que, hoje, agilidade se tornou palavra de ordem. A todo momento, surgem ferramentas, processos e conceitos com um objetivo muito bem definido: reduzir os ciclos de entrega e, consequentemente, o time to market.

O QUE É ARQUITETURA DE MICROSSERVIÇOS?

Prática recente – utilizada mais fortemente de 2010 pra cá – a arquitetura de microsserviços está sendo cada vez mais procurada por equipes de desenvolvimento de aplicações que estão em busca de processos ágeis e escaláveis que se adaptem aos ciclos constantes de mudança impostos, principalmente, pela economia digital.

“Esse modelo de arquitetura surgiu para atender necessidades como: escalabilidade, redução de custo e orientação para o negócio. São demandas típicas de empresas que nasceram na web”, afirma o Consultor de Engenharia de Software da OneForce, Tiago Moura.

No artigo de Martin Fowler e James Lewis, autores considerados referências no tema, é possível descobrir, detalhadamente, o que é a arquitetura de microsserviço. Para nós, o mais importante é entender os reflexos dessa mudança de modelo na rotina das empresas.

“Na versão monolítica, os diversos componentes da aplicação estão agrupados e só podem escalar ou sofrer alterações em conjunto. Isso significa que se você tiver um pico de usuários em uma aplicação, por exemplo, é muito mais dispendioso escalar. Isso acontece porque toda a aplicação precisa ser implantada e não apenas componentes específicos que estão sendo demandados como, por exemplo, recursos de postagem, streaming e outras funcionalidades”, detalha Tiago.

No cenário de microsserviços, isso muda. “Você pode atacar somente a funcionalidade necessária para atender à demanda e resolver o problema, sem que seja necessário envolver todo o resto”, acrescenta o consultor. Isso é possível, também, porque os serviços têm deploy independente.

BENEFÍCIOS PARA O NEGÓCIO

Listamos alguns reflexos diretos dessa nova arquitetura sobre a rotina das equipe de desenvolvimento de software.

Escalabilidade

Com os serviços dispostos de forma independente, se torna muito mais fácil e rápido ampliar ou reduzir sua capacidade de acordo com a demanda. Isso permite responder de forma ágil a necessidades pontuais e manter a aplicação sempre aderente à realidade do usuário.

Redução de custos

Não é necessário investir em partes da aplicação que não terão efeitos diretos sobre o resultado final. Os recursos são direcionados, evitando gastos desnecessários.

Orientação ao negócio

A aplicação pode ser totalmente segregada, inclusive considerando áreas distintas do negócio. “Você consegue ter partes do software evoluindo em ritmos distintos sem comprometer o todo. Isso é muito interessante para as equipes de desenvolvimento que não ficam dependentes umas das outras e conseguem atuar focadas em suas áreas de negócio”, afirma Tiago. Até a linguagem de programação utilizada pode variar.

Reuso

As aplicações não precisam começar do zero. “Se você vai fazer um software que precisa de login e já tem outro com a mesma funcionalidade, pode reutilizá-lo”, afirma Tiago. Aqui chegamos a uma das grandes tendências de mercado da atualidade e que já discutimos neste post: a economia de API.

“O discurso da economia de API gira exatamente em torno disso: vender componentes segregados da aplicação. É o que hoje temos na plataforma IBM Bluemix, por exemplo”, afirma Tiago.

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