Futuro do mercado de TI: o que se espera das equipes de operações?

Futuro do mercado de TI: o que se espera das equipes de operações?

Computação em nuvem, virtualização, economia de API e transformação digital. Em alta, essas tendências têm sacudido o mercado, exigido adaptações rápidas e afetado diretamente a atuação das áreas de TI. Pressionados, os times de operações – tanto de infraestrutura de TI como os ligados diretamente ao negócio – passam por uma fase de transição.

“Historicamente reconhecido como guardião da estabilidade, as equipes de operações percebem que garantir uma infraestrutura confiável, com alta resiliência, segura e preparada para manter o negócio em funcionamento já não é mais suficiente”, antecipa o Consultor de Engenharia de Software da OneForce, Tiago Moura.

Do lado da infraestrutura de TI, esse fenômeno pode ser explicado pelo simples fato de que a maior parte das atribuições desses profissionais está sendo transferida para os provedores de serviços em nuvem. “A gestão de hardware está perdendo força e relevância dentro do papel desempenhado pelos times de operações. A migração para a nuvem pode ser justificada, entre coisas, pela escalabilidade e redução de custos proporcionadas”, reconhece Tiago. 

Pensando no time de operações ligado ao negócio, inovar tornou-se premissa básica para manter a competitividade em um mercado digital sujeito a mudanças frequentes. “Nesse caso, algumas habilidades passam a ser importantes para a aproximação desses profissionais com a área de desenvolvimento”, antecipa o consultor. 

OLHAR CENTRADO NA APLICAÇÃO E NO CLIENTE

Assumir a responsabilidade sobre o bom funcionamento da aplicação é um dos papéis que passam a ser exigidos do time de operações no futuro do mercado de TI. “Não cabe mais transferir à equipe de desenvolvimento (Dev) o problema. Entregar valor para o usuário e garantir que ele esteja satisfeito com a aplicação é dever conjunto”, alerta Tiago.  

É, portanto, fundamental que, além de prover informações para o time de desenvolvimento – alimentando o ciclo contínuo de feedbacks – , Ops (Operações) também auxilie na busca constante por soluções de terceiros que, integradas à aplicação, garantam melhor desempenho e resultados alinhados às diretrizes do negócio.  

Avaliar custo total de propriedade, buscar alternativas financeiras, reduzir intervenções manuais por meio de ferramentas de automação e garantir políticas de segurança também serão iniciativas cada vez mais esperadas. E mais: “com a automatização dos processos, essas equipes teriam mais autonomia e controle da fase de implantação (deploy) da aplicação”, afirma Tiago.

CODIFICAR É PRECISO 

Para atuar diretamente no processo de automação, saber codificar pode ser o passaporte dos profissionais de operações para o mercado de TI do futuro. “Cresce cada vez mais o conceito de ‘infrastructure as code’, em que a infraestrutura é programada e versionada podendo evoluir com a simples alteração do código. Essa prática permite atingir níveis fantásticos de padronização”, detalha Tiago. 

A infraestrutura como código permite o gerenciamento das configurações de infra e a automação do provisionamento dos servidores e implementação (deploy) de aplicações por meio de linhas de código e não mais por hardwares.  

“Com cargas de trabalho específicas e em constante mudança, não é difícil entender porque profissionais que saibam codificar e possam adaptar a infraestrutura e os processos de implementação dos apps à nova realidade serão valorizados. São, em geral, profissionais mais versáteis”, reconhece Tiago.

FIM DO ESTEREÓTIPO 

Automatizar, aproximar das equipes de desenvolvimento, codificar, entre várias outros temas abordados nessa matéria são os primeiros passos para desconstruir um estereótipo criado ao longo de diversos anos: o de que a área de operações é a parte lenta do ciclo de entrega de uma aplicação.

“É uma mudança cultural que precisa encontrar ambiente fértil dentro das empresas para amadurecer. Práticas de DevOps e metodologiais ágeis contribuem para a construção de um novo mindset que fará com que as atuações das equipes de Dev e Ops caminhem junto com os objetivos do negócio e em sintonia com as novas demandas do mercado”, explica Tiago.

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