State of DevOps Report – Detalhamos o estudo mais completo sobre DevOps

State of DevOps Report – Detalhamos o estudo mais completo sobre DevOps

Saiu o aguardado “State of DevOps Report 2017”, uma das pesquisas mais aprofundadas do atual cenário de adoção das práticas de DevOps em organizações de todo o mundo. Neste e no próximo post, vamos detalhar as principais conclusões trazidas pelo relatório anual que, nos últimos seis anos, já coletou mais de 27 mil respostas.

Somente nesta edição, 3.200 profissionais da área de TI, incluindo desenvolvedores e executivos, participaram da pesquisa. Logo no início, o relatório já confirma como as práticas e valores culturais introduzidos por DevOps estão ganhando espaço nas empresas.

Em 2014, 16% dos entrevistados disseram trabalhar em uma equipe DevOps. Em 2017, esse percentual subiu para 27%. O estudo confere esse avanço ao próprio reconhecimento de que as práticas funcionam e ao fato de que foram definitivamente incluídas na estratégia de criação de um novo modelo de desenvolvimento de software.

 

16% dos profissionais disseram trabalhar em uma equipe DevOps em 2014, percentual que subiu para 27% em 2017. State of DevOps Report

16% dos profissionais disseram trabalhar em uma equipe DevOps em 2014, percentual que subiu para 27% em 2017. State of DevOps Report

(Entrevistados que disseram trabalhar em uma equipe DevOps)

 

“Acredito ainda que as mudanças trazidas pela transformação digital dos negócios impulsionaram a adoção de DevOps. Isso porque as práticas vão de encontro com as exigências deste mercado por trazer agilidade na entrega de aplicações e aumento da qualidade e estabilidade”, reconhece o Consultor DevOps da OneForce, Renato Nascimento.

 

AGILIDADE SEM QUALIDADE – UMA REALIDADE EM EMPRESAS DE TI DE BAIXA PERFORMANCE

 

Ao comparar empresas de TI de alta e baixa performance, o relatório revelou um fato curioso: enquanto a diferença entre a frequência de deployment e o prazo para mudanças caiu, o tempo médio para recuperação em caso de situações imprevistas e a taxa de fracasso das iniciativas de mudança aumentaram consideravelmente.

State of DevOps Report - Comparação entre empresas de alta e baixa performance

State of DevOps Report – Comparação entre empresas de alta e baixa performance

 

“O que se percebe é que, quando se trata de fatores relacionados à velocidade de resposta, a diferença entre as empresas de baixa e alta performance diminuiu quando comparamos 2016 e 2017. No entanto a diferença entre a capacidade de garantir a estabilidade dos deploys aumentou. Esse fato pode estar relacionado à crescente popularização de práticas ágeis que otimizam o tempo de entrega como, por exemplo, o desenvolvimento iterativo e incremental, MVP e etc. No entanto, as empresas de baixa performance pecam em entender que a verdadeira natureza dessas práticas ágeis deve ser a de garantir adaptabilidade e não velocidade propriamente dita. O ganho de velocidade deve ser uma consequência da capacidade de responder melhor à necessidade de mudança”, pontua Renato.

 

State of DevOps Report - Tabela comparando empresas de baixa e alta performance

State of DevOps Report – Tabela comparando empresas de baixa e alta performance

Comparação entre empresas de TI de alta e baixa performance
Apesar de mais velozes, o resultado desse cenário pode ser desanimador para as empresas de baixa performance. “Isso culmina com um descontentamento geral dos usuários. Além de não identificarem valor no produto que chega ao mercado, estão sujeitos a problemas frequentes de estabilidade e performance”, afirma o Consultor DevOps.

 

Boa parte desse resultado pode estar relacionada ao fato da cultura DevOps não estar sendo implantada em sua totalidade. Algumas boas práticas são priorizadas em detrimento de outras, fazendo com que o conjunto de ações não surta o efeito esperado.

 

AUTOMAÇÃO X TRABALHO MANUAL

 

Um dos pontos que pode estar prejudicando as organizações consideradas de baixa performance é justamente a automação ainda incipiente dos processos. No quadro abaixo é possível verificar como as empresas de alta performance estão avançadas neste quesito. No caso dos testes, por exemplo, apenas 35% ainda são realizados manualmente em empresas de alta performance, enquanto nas de baixa, esse percentual chega a 46%.

 

State of Devops Report - Automação versus trabalho manual

State of Devops Report – Automação versus trabalho manual

 

 

Ao automatizarem processos, o relatório destaca que as empresas liberam seus profissionais para atuarem no que realmente interessa: criar novas funcionalidades para garantir mais valor ao produto final. Detalhamos na matéria “Deploy automatizado: o que é e quais são as vantagens“, um pouco mais sobre esse assunto.

Essas são apenas algumas conclusões do relatório. No próximo post, vamos detalhar um tema com bastante peso no estudo: a importância dos líderes em uma estratégia bem-sucedida de DevOps. Assine nossa newsletter para acompanhar as atualizações do blog.

 

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